terça-feira, fevereiro 13, 2007

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Sumida por uns tempos...
Eu sei. Quem se importa?!

Alem daquela dor insuportável de não conseguir perdoar alguém que se ama, agora tenho que agüentar meus pensamentos idiotas sobre morte... Por quê?! Preciso desabafar minha gente. E vocês são meus amigos... Mesmo que eu nem os conheça!

Eu estava voltando de uma festa que nem queria ir. Um Forró, maldito. Aqui em Fortaleza as casas de show ficam nas cidadezinhas vizinhas, tem que pegar um tantão de estrada. Ir é bacana, voltar é que é perigoso com esse tanto de bêbados na estrada... Irresponsáveis. E foi um desses bêbados que mudou minha vida (pelo menos por enquanto).

Namorado arrumou briga na festa, eu quis ir embora, fomos. Homem embriagado na estrada num Fiat Uno atrás da gente. Entrou na contra mão, vinha uma moto e... BAH!

Do nosso ladinho. A menos de um metro. Um monte de caco de vidro dentro do nosso carro, motoqueiro voando, muito sangue no motorista do Fiat... Um motoqueiro uniformizado, indo ou voltando do trabalho, morreu por causa de um filho da puta embriagado voltando de uma festa. Na hora.

Quem nunca viu um cadáver completamente quebrado depois de ter arrastado por metros no asfalto, nunca veja. Essa cena não vai sair da sua cabeça.

Me currículo inclui algumas tentativas de suicídio. Mas das vezes que tentei me matar, eu queria morrer. De verdade. Tava preparada praquilo. Mas quando eu vi aquela moto praticamente entrando dentro daquele carro, com grandes chances da gente acabar engavetando ou cair num barranco, eu não tava preparada pra morrer. Apesar das coisas ruins, minha vida tá dando relativamente certo. Não quero morrer agora. Nem aquele motoqueiro queria.

Se eu morrer agora, morro infeliz. Serio.

Não me adianta de nada ser inteligente, ter lido os livros de Niezstche e da Simone de Beauvoir. Sou inteligente, sei conversar... e dái?! Não sou feliz. Se a morte resolver vim me pegar agora... Vixi! Eu não sei não. Se ela não teve dó de um motoqueiro trabalhador, quem dirá de uma garota de classe media mimada com crises existenciais.

Podia ter sido eu ali, foi tão perto... Podia ter sido um monte de coisas. Se meu namorado não tivesse brigado... Se eu não quisesse ter ido embora... Se minha amiga tivesse dirigido o carro... Se! Se! SE!

Foi um troço horrível, não quero mais fechar os olhos e ver aquilo... Alguém faz parar?!

sábado, fevereiro 03, 2007

A dor...

Mentira só traz mais mentiras, e as pessoas em quem você confiaria sua vida, você não pode confiar.

É triste ver tudo escoando pelo ralo, e simplesmente não poder fazer nada... só chorar. O choro também vai pelo ralo. E aí?! Quem se importa?!

Nem com meu próprio choro eu posso ficar!

Por mais que se tente dizer que não, a dor é grande. Não se pode desesperar na frente dos outros porque é feio. Mas é difícil. Parece que arrancaram o que tem no seu peito, pisaram, furaram e depois devolveram. Agora não adianta... ta machucado demais.

E no fim das contas, não se sabe se derrama lagrimas por ter sofrido com ele, ou por agora ter que sofrer sozinha.
























Mas ser mais uma jamais....